quarta-feira, 11 de outubro de 2017

SCOTT PILGRIM


É um mistério por que Scott Pilgrim, de Bryan Lee O’Malley, ainda não chegou ao Brasil. É quase um mangá, coisa que vende bem aqui. Tem personagens naquela fase entre a adolescência e a universidade, com namoros, bandas de rock e videogame, bem a vida do público-alvo dos gibis de livraria. Vai virar filme, com previsão de lançamento para o ano que vem. E é em preto-e-branco, do jeito que as editoras brasileiras preferem.
Sem falar que é GENIAL.
Scott Pilgrim é um canadense de 20 e poucos anos, baixista da banda Sex Bob-omb, cuja vida funciona – pelo menos na sua cabeça – como um videogame. Ele começou a namorar a adorável e enigmática Ramona Flowers, sem saber que isso atrairia a ira dos 7 ex-namorados dela. A missão de Scott, se quiser continuar com Ramona, é derrotar "Os Sete Ex-Namorados do Mal".
Não dá pra contar muito sem entregar as melhores partes da história. Mas o mais divertido é quando O’Malley representa a vida de Scott como se fosse um videogame: no shopping, a gente vê que ele está morrendo de sede, mas sem grana, através de barrinhas de energia (tipo as de Street Fighter ou Super Mario) sobre sua cabeça. Em um volume anterior, após derrotar um dos Sete Exes, Scott vê uma figura da sua cabeça flutuando no ar – ele ganhou uma nova vida.
É uma metáfora para crescer e amadurecer, despretensiosa mas criativa. Scott Pilgrim é parte de uma onda de ótimos quadrinhos pop que estão saindo nos EUA. Ninguém vai se interessar?
Fonte: Omelete